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Praça do Expedicionário: uma possibilidade de ensinar Segunda Guerra mundial no âmbito local de Santa Izabel do Pará.

Fonte: Cleverson Cancela, 2015

Promover o ensino de História a partir do meio local em que o aluno está inserido tem sido um grande aliado na melhor percepção de estudantes para o entendimento de temas extensos ou complexos, tendo em vista a eficácia que esta abordagem promove, a especificidade de uma praça em Santa Izabel do Pará, trás a possibilidade de ensinar a Segunda Guerra mundial em plenos meios locais.

Trata-se da “Praça do Expedicionário” construída em 1981, na gestão do prefeito Antônio Romão, “com diversas simbologias alusivas ao patriotismo: bala de canhão, Bandeira do Brasil, Símbolo da FEB, Brasão do município e os mastros com as bandeiras do Brasil, do Pará e de Santa Izabel do Pará” (Santos, 2014).

O tema “Segunda Guerra mundial” que engloba diversas outras possibilidades como o pré-Segunda Guerra, aborda ainda os estudos que trazem o conflito ao âmbito nacional quando no governo do então presidente Getúlio Vargas, o Brasil entra em conflito com as forças do Eixo e envia os “pracinhas” da FEB – Força expedicionária Brasileira para lutar na Batalha de Monte Castelo, travada entre 24 de novembro de 1944 e 21 de fevereiro de 1945.

O âmbito da História local se torna possível de se estudar a partir dos monumentos que compõe a praça, que retornam à memória de cinco bravos izabelenses que lutaram como soldados da Força expedicionária Brasileira durante a participação do Brasil na II Guerra Mundial (1939-1945).

“Dos 25.334 soldados enviados pelo Brasil para lutar na guerra, 05 bravos izabelenses se fizeram presentes, foram eles: Silvestre, Mateus da Silva Novaes, Elísio Brito, Manoel dos Prazeres e Paulo Figueiredo. (…) Os brasileiros que participaram da segunda guerra são considerados heróis pelas forças armadas, e até hoje, são homenageados em todo o país.” (Santos, 2014).

Para o ensino de História, a praça do expedicionário pode servir de grande ponto de visitação para que professores de História interessados em levar alunos para outros lugares informais de ensino, apropriando-se de um monumento público que tem seus significados muitas vezes ignorados no dia a dia.  

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